O Avarento
Um avarento, após transformar em ouro todos os seus haveres, fundiu o metal numa única barra, que enterrou em determinado lugar, enterrando, com ela, a própria alma. Costumava ir diariamente contemplar seu tesouro. Certo dia, um indivíduo, compreendendo sua tortura, resolveu desenterrar a barra e levá-la consigo. Quando o avarento retornou ao lugar onde enterrara o ouro, encontrou-o vazio. Pôs-se, então, a chorar e a puxar os cabelos. Alguém que por ali passava, após inteirar-se do motivo de tão grande desespero, disse-lhe: ─ Não se entristeça assim, meu amigo! Embora você tivesse ouro, na verdade, não o possuía. Pega uma pedra, esconde-a no mesmo lugar e imagine que ali está o ouro que se foi. A pedra será para você o mesmo que o ouro, pois, pelo que observei, quando o ouro verdadeiro ali estava, você não o utilizava para nada.
MORAL: Ter e não desfrutar é o mesmo que não ter.
A Raposa que nunca vira um Leão
A raposa, que jamais vira um leão, acabou cruzando com um. Ao vê-lo pela primeira vez, foi tomada por tanto medo que só faltou morrer. A segunda vez que o encontrou sentiu medo, mas não tanto como da primeira vez. Já na terceira vez que o viu, tomou coragem e aproximou-se dele para conversar.
MORAL: O hábito abranda o medo até mesmo das coisas mais assustadoras
O Pastor e os Carneiros
Um pastor, levando o rebanho a um carvalhal, viu um carvalho frondoso carregado de bolotas. Estendendo a manta no chão, galgou os ramos e sacudiu os frutos. Os carneiros, depois de devorarem as bolotas, comeram também a manta. O pastor, quando desceu e viu o que acontecera, exclamou: ─ Malditos animais! Vocês dão a lã que os protege a todo mundo, e a mim, que lhes dou de comer, me deixam nu.
MORAL: Há homens assim: dão tudo aos que nada dão para eles, e nada aos que tudo dão.
A Raposa e a Cauda
Uma raposa, que teve sua cauda cortada numa armadilha, julgou não mais poder viver daquele modo vergonhoso. Resolveu, por isso, que seria melhor induzir as outras raposas a fazerem o mesmo, visando esconder, na desgraça geral, a própria inferioridade. Após ter convocado suas congêneres, exortou-as a cortarem a própria cauda, alegando que o rabo era não só um apêndice inconveniente, mas também um peso inútil. Uma das raposas, porém, tomando a palavra, disse: “Ó camarada, se isso não fosse algo de seu interesse, não nos teria dado esse conselho”.
MORAL: "Esta fábula aplica-se a todos os que aconselham o próximo baseados no próprio interesse e não na benevolência".
sábado, 31 de janeiro de 2009
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