
segunda-feira, 16 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
A ROUPA DE GANDHI
Mahatma Gandhi provou que a "roupa não faz o homem". Só usava uma tanga a fim de se identificar com as massas simples da Índia.Certa vez chegou assim vestido numa festa dada pelo governador inglês.Os criados não o deixaram entrar.Voltou para casa e enviou um pacote ao governador, por um mensageiro.Continha um terno.O governador ligou para a casa dele e lhe perguntou o significado do embrulho.O grande homem respondeu:- Fui convidado para a sua festa, mas não me permitiram entrar por causa da minha roupa. Se é a roupa que vale, eu lhe enviei o meu terno...
Um pai e seu caminhão
Um homem saiu de casa para admirar seu novíssimo caminhão. Encontrou seu filho de 3 anos alegremente martelando a pintura brilhante. O homem correu até a criança, tomou-lhe o martelo e martelou as mãos do pequeno menino como forma de castigo. Quando o pai se tranquilizou levou a criança até o hospital. Embora o doutor desesperadamente tentasse poupar os ossos esmagados, ele teve de amputar os dedos das mãos do menino. Quando o menino acordou da cirurgia, e viu o curativo, ele disse inocentemente:
Um homem saiu de casa para admirar seu novíssimo caminhão. Encontrou seu filho de 3 anos alegremente martelando a pintura brilhante. O homem correu até a criança, tomou-lhe o martelo e martelou as mãos do pequeno menino como forma de castigo. Quando o pai se tranquilizou levou a criança até o hospital. Embora o doutor desesperadamente tentasse poupar os ossos esmagados, ele teve de amputar os dedos das mãos do menino. Quando o menino acordou da cirurgia, e viu o curativo, ele disse inocentemente:
-"Pai, eu sinto muito pelo seu caminhão, ter feito o que fiz. Me desculpa. Agora me responde:
quanto tempo vai demorar para meus dedos voltarem a crescer?"
sábado, 28 de fevereiro de 2009
PENSAMENTOS
"Se Deus não perdoasse, o paraíso ficaria vazio."
Provérbio Berbere
"Deus é um bom operário, mas gosta de ser ajudado."
Provérbio Basco
"A Deus rogando e com o malho dando."
Provérbio Espanhol
"Deus mora onde o deixam entrar."
Sabedoria Oriental
"Deus é a única pessoa a mias no casamento que pode fazê-lo funcionar."
"Deus cura e o médico manda a conta."
Benjamin Franklin
"Quando tenho porque rezar me sinto mais crente."
I. Bergman
"O que é o mal? É Deus que adormece na consciência humana."
"Deus fez o tudo do nada. Mas o nada transparece em tudo."
Paul Valéry
"As orações não mudam Deus. Mudam quem reza."
Soren Kierkegaard
"Sem Deus, o universo não é explicável satisfatoriamente."
Albert Einstein
"Deus não paga no fim de cada semana, mas paga."
Ana d'Austria
"O gênio é Deus quem nos dá, mas o talento é por nossa conta."
Gustave Flaubert
"Amor é Deus exilado nos corações humanos."
Leonardo Boff
"Vazias as veias, nosso sangue se arrefece, indispostos ficamos desde cedo, incapazes de dar e de perdoar. Mas quando enchemos os canais e as calhas de nosso sangue com comida e vinho, fica a alma muito mais maleável do que durante esses jejuns de padre."
William Shakespeare
"Deus se revela grande nas criaturas."
William Shakespeare
"Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido."
1 Coríntios 13:3
"Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino."
1 Coríntios 13:4
"Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado."
1 Coríntios 13:5
"Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;"
1 Coríntios 13:6
"O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;"
1 Coríntios 13:7
"Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."
1 Coríntios 13:8
"Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;"
1 Coríntios 13:9
"Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;"
1 Coríntios 13:10
"O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece."
1 Coríntios 13:11
"E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria."
1 Coríntios 13:12
"E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria."
1 Coríntios 13:13
"Um amigo fiel é um amigo firme, e quem o acha, encontra a riqueza. Mas há também o companheiro de mesa, mas que não se encontra na hora da desgraça; na prosperidade está contigo, na penúria fugirá de ti."
Bíblia
Provérbio Berbere
"Deus é um bom operário, mas gosta de ser ajudado."
Provérbio Basco
"A Deus rogando e com o malho dando."
Provérbio Espanhol
"Deus mora onde o deixam entrar."
Sabedoria Oriental
"Deus é a única pessoa a mias no casamento que pode fazê-lo funcionar."
"Deus cura e o médico manda a conta."
Benjamin Franklin
"Quando tenho porque rezar me sinto mais crente."
I. Bergman
"O que é o mal? É Deus que adormece na consciência humana."
"Deus fez o tudo do nada. Mas o nada transparece em tudo."
Paul Valéry
"As orações não mudam Deus. Mudam quem reza."
Soren Kierkegaard
"Sem Deus, o universo não é explicável satisfatoriamente."
Albert Einstein
"Deus não paga no fim de cada semana, mas paga."
Ana d'Austria
"O gênio é Deus quem nos dá, mas o talento é por nossa conta."
Gustave Flaubert
"Amor é Deus exilado nos corações humanos."
Leonardo Boff
"Vazias as veias, nosso sangue se arrefece, indispostos ficamos desde cedo, incapazes de dar e de perdoar. Mas quando enchemos os canais e as calhas de nosso sangue com comida e vinho, fica a alma muito mais maleável do que durante esses jejuns de padre."
William Shakespeare
"Deus se revela grande nas criaturas."
William Shakespeare
"Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido."
1 Coríntios 13:3
"Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino."
1 Coríntios 13:4
"Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado."
1 Coríntios 13:5
"Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;"
1 Coríntios 13:6
"O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;"
1 Coríntios 13:7
"Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."
1 Coríntios 13:8
"Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;"
1 Coríntios 13:9
"Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;"
1 Coríntios 13:10
"O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece."
1 Coríntios 13:11
"E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria."
1 Coríntios 13:12
"E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria."
1 Coríntios 13:13
"Um amigo fiel é um amigo firme, e quem o acha, encontra a riqueza. Mas há também o companheiro de mesa, mas que não se encontra na hora da desgraça; na prosperidade está contigo, na penúria fugirá de ti."
Bíblia
Soneto da Fidelidade

De todo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de ama
Eu possa dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
A cor da lágrima
Porque a lágrima não tem cor?
Enquanto chorava, me pus a pensar.
Se fosse vermelha como sangue,
As minhas vestes poderiam manchar.
Se a lágrima fosse amarela,
A cor da alegria,
Expressar tristeza
Jamais poderia
Se fosse azul,
A cor da serenidade,
Eu não choraria jamais.
Seria só tranquilidade.
Se fosse branca,
Como pétalas de rosas,
Não seriam lágrimas...
Mas pérolas preciosas.
Ainda mais uma vez
Fiquei me questionando...
Porque a lágrima não tem cor?
Se ela fosse preta
Só expressaria o horror?
Porque será que a lágrima não tem cor?
A lágrima não tem cor...
Porque nem sempre exprime dor.
E se ela fosse roxa,
como poderia Expressar a alegria?
As lágrimas não têm cor
Porque são expressões da alma
Quando o espírito está chorando
O coração diz: tenha calma!
Se a lágrima tivesse cor
Deveria ter a cor do amor
Ou mesmo a cor da paixão
Que as vezes invade o coração.
Ou talvez a cor da tristeza
Que abala a alma e tira a calma
Mas faz em meu ser uma limpeza.
Se a lágrima tivesse cor
Poderia ser vermelha como o sangue.
A lágrima não tem cor.
Porque ela nos aproxima do nosso Criador.
Se a lágrima tivesse cor
Eu só iria chorar de alegria.
Mas, e a lágrima da saudade?
De que cor ela seria?
E a lágrima da decepção,
De que cor seria então?
Se a lágrima tivesse cor
Deveria ter a cor de um brilhante
Como a lágrima é preciosa
Deus deu-lhe a cor do diamante.
6 Palavras Importantes
12 passos para ser mais feliz
SEJA OTIMISTA
Encare a vida de modo positivo, e você se surpreenderá, sentindo-se feliz e cheio de energia. Lembre-se: todo mundo gosta de pessoas "para cima" e que transmitem otimismo.
FAÇA PLANOS
Veja a vida como um todo e não deixe que pequenos reveses o desanime. Tente sempre alcançar seus objetivos, sejam eles se tornar presidente, pagar as dívidas ou ter um casamento duradouro. Você encontrará obstáculos no caminho; mantenha o foco na recompensa e evite se aborrecer por pequenos problemas.
TENHA GRATIDÃO
Mostre às pessoas que você gosta delas. Agradeça um colega pela ajuda. Parabenize outro pelo sucesso atingido. Seja educado com o garçom que lhe traz o café da manhã. Dê algumas moedas para aquele morador de rua que você sempre vê.E agradeça por ter uma vida feliz.
APROVEITE A VIDA
Arrume um tempo para você e para as coisas que gosta de fazer, lave seu carro; faça planos, faça pequenos consertos pela casa, assista à televisão; veja um show. Faça de você uma prioridade e faça o que você gosta. Presenteie-se de vez em quando.
MUDE SUA ROTINA
Alterar sua rotina lhe trará novas energias. Tenha uma clara divisão entre trabalho e tempo livre, e deixe espaço para atividades divertidas e momentos de reflexão. MANTENHA CONTATO COM AS PESSOAS
Lembre-se de como você se sentiu quando recebeu uma ligação inesperada de um velho amigo? Envie um e-mail para alguém ou ligue para amigos e parentes para simplesmente dizer "oi".
SEJA CRIATIVO
Encontre uma atividade na qual você possa extravasar sua criatividade. Pode ser construir ou reformar, desenhar ou pintar, escrever, e até mesmo fazer jardinagem. Não importa se você está ocupado ou sinta preguiça ao fim da semana; se reservar um tempo para atividades criativas você será mais feliz e mais saudável.
ENCONTRE UM AMOR
Compartilhar experiências com alguém que você ame vai aumentar – e muito – sua felicidade. Amor incondicional vai fazer você se sentir seguro e alegre.
CONVERSE COM ALGUÉM
Tenha um melhor amigo com quem você possa conversar sobre qualquer assunto. Ele não vai te julgar ou tentar resolver seus problemas. Ele o escutará porque ele sabe que você fará o mesmo por ele.
PERDOE
Talvez seja hora de perdoar alguém (ou você mesmo) por algo que foi feito ou dito. Se outra pessoa foi promovida ao invés de você, ou se você perdeu seu emprego por causa de uma re-estruturação empresarial, reconheça que você não pode voltar atrás. Simplesmente aceite. Recupere o controle sobre a sua felicidade deixando para trás antigas mágoas. SONHEEscreva seus sonhos e, aos poucos, realize-os. Você terá novos objetivos, nos quais focalizará suas energias.
SEJA FELIZ
Enfim, faça com que o ambiente em que você vive ofereça oportunidades para reconhecer e aproveitar os aspectos positivos e os bons momentos da vida. Se esforce para ser feliz.
(VELHO SÁBIO)
Encare a vida de modo positivo, e você se surpreenderá, sentindo-se feliz e cheio de energia. Lembre-se: todo mundo gosta de pessoas "para cima" e que transmitem otimismo.
FAÇA PLANOS
Veja a vida como um todo e não deixe que pequenos reveses o desanime. Tente sempre alcançar seus objetivos, sejam eles se tornar presidente, pagar as dívidas ou ter um casamento duradouro. Você encontrará obstáculos no caminho; mantenha o foco na recompensa e evite se aborrecer por pequenos problemas.
TENHA GRATIDÃO
Mostre às pessoas que você gosta delas. Agradeça um colega pela ajuda. Parabenize outro pelo sucesso atingido. Seja educado com o garçom que lhe traz o café da manhã. Dê algumas moedas para aquele morador de rua que você sempre vê.E agradeça por ter uma vida feliz.
APROVEITE A VIDA
Arrume um tempo para você e para as coisas que gosta de fazer, lave seu carro; faça planos, faça pequenos consertos pela casa, assista à televisão; veja um show. Faça de você uma prioridade e faça o que você gosta. Presenteie-se de vez em quando.
MUDE SUA ROTINA
Alterar sua rotina lhe trará novas energias. Tenha uma clara divisão entre trabalho e tempo livre, e deixe espaço para atividades divertidas e momentos de reflexão. MANTENHA CONTATO COM AS PESSOAS
Lembre-se de como você se sentiu quando recebeu uma ligação inesperada de um velho amigo? Envie um e-mail para alguém ou ligue para amigos e parentes para simplesmente dizer "oi".
SEJA CRIATIVO
Encontre uma atividade na qual você possa extravasar sua criatividade. Pode ser construir ou reformar, desenhar ou pintar, escrever, e até mesmo fazer jardinagem. Não importa se você está ocupado ou sinta preguiça ao fim da semana; se reservar um tempo para atividades criativas você será mais feliz e mais saudável.
ENCONTRE UM AMOR
Compartilhar experiências com alguém que você ame vai aumentar – e muito – sua felicidade. Amor incondicional vai fazer você se sentir seguro e alegre.
CONVERSE COM ALGUÉM
Tenha um melhor amigo com quem você possa conversar sobre qualquer assunto. Ele não vai te julgar ou tentar resolver seus problemas. Ele o escutará porque ele sabe que você fará o mesmo por ele.
PERDOE
Talvez seja hora de perdoar alguém (ou você mesmo) por algo que foi feito ou dito. Se outra pessoa foi promovida ao invés de você, ou se você perdeu seu emprego por causa de uma re-estruturação empresarial, reconheça que você não pode voltar atrás. Simplesmente aceite. Recupere o controle sobre a sua felicidade deixando para trás antigas mágoas. SONHEEscreva seus sonhos e, aos poucos, realize-os. Você terá novos objetivos, nos quais focalizará suas energias.
SEJA FELIZ
Enfim, faça com que o ambiente em que você vive ofereça oportunidades para reconhecer e aproveitar os aspectos positivos e os bons momentos da vida. Se esforce para ser feliz.
(VELHO SÁBIO)
Trem da vida
Um amigo falou-me de um livro que comparava a vida a uma viagem de trem.Uma comparação extremamente interessante,quando bem interpretada.
Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem,
cheia de embarques e desembarques alguns acidentes,
surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.
Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que,
julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco:Nossos pais.
Infelizmente, isso não é verdade;
em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível....
Mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes,
e que virão a ser super especiais para nós, embarquem.
Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.
Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio,
outros encontrarão nessa viagem somente tristezas,
ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.
Muitos descem e deixam saudades eternas,
outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos.
Portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles.
O que não impede, é claro, que durante a viagem, atravessemos, com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles....
Só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar.
Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...
Mas, jamais, retornos.
Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros.
Procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor.
Lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso.
Porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.
O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
Eu fico pensando, se, quando descer desse trem, sentirei saudades....
Acredito que sim,Me separar de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido.
Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste.
Mas me agarro na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram.....
E o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.
Amigos Sorridentes, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranqüila
Que tenha valido à pena.
E que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem.
(Autor Desconhecido)
Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que,
julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco:Nossos pais.
Infelizmente, isso não é verdade;
em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível....
Mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes,
e que virão a ser super especiais para nós, embarquem.
Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.
Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio,
outros encontrarão nessa viagem somente tristezas,
ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.
Muitos descem e deixam saudades eternas,
outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos.
Portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles.
O que não impede, é claro, que durante a viagem, atravessemos, com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles....
Só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar.
Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...
Mas, jamais, retornos.
Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros.
Procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor.
Lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso.
Porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.
O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
Eu fico pensando, se, quando descer desse trem, sentirei saudades....
Acredito que sim,Me separar de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido.
Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste.
Mas me agarro na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram.....
E o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.
Amigos Sorridentes, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranqüila
Que tenha valido à pena.
E que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem.
(Autor Desconhecido)
Conceito de felicidade
Se tudo na vida é relativo,
Relativa também é a idéia que cada um faz da felicidade.
Para uns, felicidade é...Dinheiro no bolso,
Cerveja na geladeira,
Roupa nova no armário.
Para outros a felicidade...
Representa o sucesso,
A carreira brilhante,
O simples fato de se achar importante,
(ainda que na verdade as coisas não sejam bem assim).
Para outros tantos,
Ser feliz é conhecer o mundo,
Ter um conhecimento profundo das coisas da Terra e do ar.
Mas para mim, ser feliz é diferente...
Ser feliz é ser gente,
É ter vida,
que como dizia o poeta:
" É bonita, é bonita, é bonita..."
Felicidade é a família reunida,
É viver sem chegada, sem partida.
É sonhar, é chorar, é sorrir...
Felicidade é viver cercado de amor,
É plantar amizade, é o calordo abraço daquele amigo,que mesmo distante,
Lembrou de dizer: "Alô!"
Ser feliz é acordar às cinco da matina,
Depois de ter ido dormir às três da madrugada,
Com sono e pra lá de cansado,
Só pra dar uma pontinhada cama, para o filho dormir.
Ser feliz é ver todo dia um sorriso de criança,
É música, é a dança,
É a paz,
É o prazer de descobrir a cada diaque a vida se inicia,novamente, a cada amanhecer.
Ser feliz é ter violetas na janela,
É chá de maçã com canela,
É pipoca na panela,
E um CD cheio de emoçãopara esquentar o coração.
Ser feliz é curtir o sol radiante,O frio aconchegante,
A chuvinha ou o temporal.
Ser feliz é enxergar o outro(e sabe lá quantos outros,que cruzam nossa estrada).
Ser feliz é fazer da vida,
Uma grande aventura,
A maior loucura,
Um enorme prazer.
Ser feliz é ser amigo,
Mas antes de tudo é ter amigos,
Exatamente assim, como você...
(Autor Desconhecido)
Relativa também é a idéia que cada um faz da felicidade.
Para uns, felicidade é...Dinheiro no bolso,
Cerveja na geladeira,
Roupa nova no armário.
Para outros a felicidade...
Representa o sucesso,
A carreira brilhante,
O simples fato de se achar importante,
(ainda que na verdade as coisas não sejam bem assim).
Para outros tantos,
Ser feliz é conhecer o mundo,
Ter um conhecimento profundo das coisas da Terra e do ar.
Mas para mim, ser feliz é diferente...
Ser feliz é ser gente,
É ter vida,
que como dizia o poeta:
" É bonita, é bonita, é bonita..."
Felicidade é a família reunida,
É viver sem chegada, sem partida.
É sonhar, é chorar, é sorrir...
Felicidade é viver cercado de amor,
É plantar amizade, é o calordo abraço daquele amigo,que mesmo distante,
Lembrou de dizer: "Alô!"
Ser feliz é acordar às cinco da matina,
Depois de ter ido dormir às três da madrugada,
Com sono e pra lá de cansado,
Só pra dar uma pontinhada cama, para o filho dormir.
Ser feliz é ver todo dia um sorriso de criança,
É música, é a dança,
É a paz,
É o prazer de descobrir a cada diaque a vida se inicia,novamente, a cada amanhecer.
Ser feliz é ter violetas na janela,
É chá de maçã com canela,
É pipoca na panela,
E um CD cheio de emoçãopara esquentar o coração.
Ser feliz é curtir o sol radiante,O frio aconchegante,
A chuvinha ou o temporal.
Ser feliz é enxergar o outro(e sabe lá quantos outros,que cruzam nossa estrada).
Ser feliz é fazer da vida,
Uma grande aventura,
A maior loucura,
Um enorme prazer.
Ser feliz é ser amigo,
Mas antes de tudo é ter amigos,
Exatamente assim, como você...
(Autor Desconhecido)
O alpinista
Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu depois de muitos anos de preparação escalar o Aconcágua. Mas ele queria a glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade. Começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, e por que não havia se preparado para acampar, resolveu seguir a escalada decidido a atingir o topo. Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar uma palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada! Tudo era escuridão. Zero de visibilidade. Não havia Lua e as estrelas estavam coberta pelas nuvens. Subindo por uma "parede" a apenas 100 m. do topo ele escorregou e caiu ... Caia a uma velocidade vertiginosa. Somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na mesma escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade. Ele continuava caindo ... e nesses angustiantes momentos passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que já havia vivido em sua vida. De repente ele sentiu um puxão forte, que quase o partiu pela metade. Shack!...Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura. Nesses momentos de silêncio suspendido pelos ares na completa escuridão, não havia nada a fazer a não ser gritar:- Ó meu Deus me ajude!De repente uma voz grave e profunda vinda dos céus respondeu:- O que você quer de mim meu filho?- Me salve meu Deus por favor?- Você realmente acredita que eu possa te salvar?- Eu tenho certeza meu Deus!- Então, corte a corda que te mantém pendurado ... Ouve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda a corda e refletiu que se fizesse isso morreria...Conta o pessoal de resgate que ao realizar as buscas encontrou um alpinista congelado, morto, agarrado com força com suas duas mãos a uma corda...a somente meio metro do chão ..."Por vezes nos agarramos as nossas velhas cordas que nos mantém seguros, porém ter fé é arriscar-se a perder total controle sobre a própria vida confiando-a ao Pai. Que possamos todos entregar-nos e viver plenamente na confiança de que existe Aquele que está sempre ao nosso lado a nos suportar, mesmo que nossa corda arrebente.
(Autor Desconhecido)
(Autor Desconhecido)
FÊNIX
Ave fabulosa que, segundo a mitologia, vive durante muitos séculos e que, depois de queimada, renasce das cinzas. Tambèm segundo a mitologia, é única na sua espécie ou género e superior às outras. Na mitologia Antiga, a Fénix habitava os desertos da Arábia e vivia muitos séculos. Era do tamanho de uma águia, tinha na cabeça uma crista brilhante, as penas do pescoço eram douradas e as outras, de cor púrpura, a cauda branca com plumas encarnadas e os olhos brilhantes como estrelas. Diz-se que, quando sentia aproximar seu fim, fazia um ninho com ramos untados de gomas odoríferas, expunha-o aos raios do Sol, abrazando-se neste. Das suas cinzas nascia um verme, ou um ovo, segundo outros, do qual nascia uma nova Fénix, cujo primeiro cuidado era transportar e depositar em Heliópolis, no altar do Sol, os restos de seu pai. Era um símbolo do Sol e, entre os egípcios, um emblema da alma.O mito da Fénix foi popular durante a era Cristã, tendo sido interpretado como um símbolo da Ressurreição. A Fénix é representada num grande número de monumentos antigos e muitas vezes como símbolo de Hermes. Na simbologia Cristã, a Fénix é circundada de raios solares e simboliza Jesus Cristo, morrendo e ressurgindo no terceiro dia. Na mitologia oriental, dá-se igualmente o nome de Fénix a uma ave maravilhosa que os chineses transformaram em símbolo da felicidade, da virtude e da inteligência. Participam da ave o dragão, a serpente, a tartaruga e o peixe. Na sua plumagem, brilham cinco cores sagradas. A Fênix é, também, símbolo da morte e renascimento perpétuo da natureza. Esta ave fabulosa é o símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou pela humanidade. No Egipto, a Fênix está sempre em relação com a estrela Sothis ou estrela de cinco pontas, ou estrela flamejante, que é pintada, muitas vezes, ao seu lado. sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
BARACK HUSSEIM OBAMA
E quando nos encontrarmos com o ceticismo
e a duvida e com aqueles que nos dizem não podemos...
Responderemos com essa crença eterna
que resume o espirito de um povo: PODEMOS
e a duvida e com aqueles que nos dizem não podemos...
Responderemos com essa crença eterna
que resume o espirito de um povo: PODEMOS
O presente não é imutávelAutor: Bertolt Brecht (1898-1956)
Nós vos pedimos com insistência:
Não digam nunca:
“Isso é natural!”
Diante dos acontecimentos de cada dia
Numa época em que reina a confusão
Em que corre sangue
Em que o arbitrário tem força de lei
Em que a humanidade se desumaniza,
Não diga nunca:
“Isso é natural!”
Para que nada passe a ser imutável!
Não digam nunca:
“Isso é natural!”
Diante dos acontecimentos de cada dia
Numa época em que reina a confusão
Em que corre sangue
Em que o arbitrário tem força de lei
Em que a humanidade se desumaniza,
Não diga nunca:
“Isso é natural!”
Para que nada passe a ser imutável!
DESEJOS - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Desejo a você
fruto do mato
cheiro de jardim
namoro no portão
domingo sem chuva
segunda sem mau humor
sábado com seu amor
filme de Carlitos
chope com amigos
crônica de Rubens Braga
viver sem inimigos
filme antigo de tv
Ter uma pessoa especial
e que ela goste de você
Musica do Tom
com letra de Chico
Frango Caipira em pensão do interior
Ouvir uma palkavra amável
ter uma surpresa agradável
Ver a Banda Passae
Noite de Lua cheia
rever uam velha amizade
Ter fé em Deus
não ter o que ouvir
a palavra não nem nunca, nem jamais e adeus
Rir como criança
ouvir Canto de Passarinho
Sarar de resfriado
Escrever
um poema de amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar Banho de Cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçae um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho Branco
Bolero de Ravel
E um carinho meu
ARTIN LUTHER KING
"Por que não tentar?
É melhor tentar e falhar que preoculpar-se, e ver a vida passar...
É melhor tentar ainda que em vão, que sentar-se fazendo nada até o final...
Eu preferia na chuva caminhae, que me dias tristes em casa me esconder,
preferiria ser feliz, embora louco, que em conformidade viver..."
É melhor tentar e falhar que preoculpar-se, e ver a vida passar...
É melhor tentar ainda que em vão, que sentar-se fazendo nada até o final...
Eu preferia na chuva caminhae, que me dias tristes em casa me esconder,
preferiria ser feliz, embora louco, que em conformidade viver..."
MOACIR SADER
Sedução é tudo que vem de você,
São os seus olhos...
Olhar a me fitar com alma...
Brilho que cintila o meu espírito
E me faz flutuar nas estrelas,
Levitando nos sonhos,
Na realidade de sentir
O seu abraço, os seus beijos...
Singulares.
Sedução é você por inteiro(a),
São os seus sorrisos...
Charme que me hipnotiza
Subjugando-me ao amor límpido,
translúcido,
Todo meu,
inteiramente seu.
(agosto/2003)
São os seus olhos...
Olhar a me fitar com alma...
Brilho que cintila o meu espírito
E me faz flutuar nas estrelas,
Levitando nos sonhos,
Na realidade de sentir
O seu abraço, os seus beijos...
Singulares.
Sedução é você por inteiro(a),
São os seus sorrisos...
Charme que me hipnotiza
Subjugando-me ao amor límpido,
translúcido,
Todo meu,
inteiramente seu.
(agosto/2003)
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
FRAGMENTOS DE TEXTOS DE CLARICE LISPECTOR

A descoberta do amor
“[...] Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais.Até mais que treze anos, por exemplo, eu estava em atraso quanto ao que os americanos chamam de fatos da vida. Essa expressão se refere à relação profunda de amor entre um homem e uma mulher, da qual nascem os filhos.
[...] Depois, com o decorrer de mais tempo, em vez de me sentir escandalizada pelo modo como uma mulher e um homem se unem, passei a achar esse modo de uma grande perfeição. E também de grande delicadeza. Já então eu me transformara numa mocinha alta, pensativa, rebelde, tudo misturado a bastante selvageria e muita timidez.
Antes de me reconciliar com o processo da vida, no entanto, sofri muito, o que poderia ter sido evitado se um adulto responsável se tivesse encarregado de me contar como era o amor.
[...] Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério continuou intacto. Embora eu saiba que de uma planta brota uma flor, continuo surpreendida com os caminhos secretos da natureza. E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é por pudor apenas feminino.Pois juro que a vida é bonita.”
Temperamento impulsivo
“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los.
Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
Lúcida em excesso
“Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior do que eu mesma, e não me alcanço. Além do quê: que faço dessa lucidez? Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano — já me aconteceu antes. Pois sei que — em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade — essa clareza de realidade é um risco. Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias. Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto, amém.”.Ideal de vida
“Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser. O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de ‘a protetora dos animais’. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la.
[...] No entanto, o que terminei sendo, e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima.É pouco, é muito pouco.”
Escritora, sim; intelectual, não
“Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade.
[...] Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros ‘uma profissão’, nem uma ‘carreira’. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis. Sou uma amadora?
O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.”
A síntese perfeita
“Sou tão misteriosa que não me entendo.”
A certeza do divino
“Através de meus graves erros — que um dia eu talvez os possa mencionar sem me vangloriar deles — é que cheguei a poder amar. Até esta glorificação: eu amo o Nada. A consciência de minha permanente queda me leva ao amor do Nada. E desta queda é que começo a fazer minha vida. Com pedras ruins levanto o horror, e com horror eu amo. Não sei o que fazer de mim, já nascida, senão isto: Tu, Deus, que eu amo como quem cai no nada.”Viver e escrever
“Quando comecei a escrever, que desejava eu atingir? Queria escrever alguma coisa que fosse tranqüila e sem modas, alguma coisa como a lembrança de um alto monumento que parece mais alto porque é lembrança. Mas queria, de passagem, ter realmente tocado no monumento. Sinceramente não sei o que simbolizava para mim a palavra monumento. E terminei escrevendo coisas inteiramente diferentes.”
“Não sei mais escrever, perdi o jeito. Mas já vi muita coisa no mundo. Uma delas, e não das menos dolorosas, é ter visto bocas se abrirem para dizer ou talvez apenas balbuciar, e simplesmente não conseguirem. Então eu quereria às vezes dizer o que elas não puderam falar. Não sei mais escrever, porém o fato literário tornou-se aos poucos tão desimportante para mim que não saber escrever talvez seja exatamente o que me salvará da literatura.
O que é que se tornou importante para mim? No entanto, o que quer que seja, é através da literatura que poderá talvez se manifestar.”
“Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida: quem sabe, também eu já poderia não escrever. Como é infinitamente mais ambicioso. É quase inalcançável”.
A importância da maternidade
“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”
“[...] Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais.Até mais que treze anos, por exemplo, eu estava em atraso quanto ao que os americanos chamam de fatos da vida. Essa expressão se refere à relação profunda de amor entre um homem e uma mulher, da qual nascem os filhos.
[...] Depois, com o decorrer de mais tempo, em vez de me sentir escandalizada pelo modo como uma mulher e um homem se unem, passei a achar esse modo de uma grande perfeição. E também de grande delicadeza. Já então eu me transformara numa mocinha alta, pensativa, rebelde, tudo misturado a bastante selvageria e muita timidez.
Antes de me reconciliar com o processo da vida, no entanto, sofri muito, o que poderia ter sido evitado se um adulto responsável se tivesse encarregado de me contar como era o amor.
[...] Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério continuou intacto. Embora eu saiba que de uma planta brota uma flor, continuo surpreendida com os caminhos secretos da natureza. E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é por pudor apenas feminino.Pois juro que a vida é bonita.”
Temperamento impulsivo
“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los.
Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
Lúcida em excesso
“Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior do que eu mesma, e não me alcanço. Além do quê: que faço dessa lucidez? Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano — já me aconteceu antes. Pois sei que — em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade — essa clareza de realidade é um risco. Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias. Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto, amém.”.Ideal de vida
“Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser. O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de ‘a protetora dos animais’. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la.
[...] No entanto, o que terminei sendo, e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima.É pouco, é muito pouco.”
Escritora, sim; intelectual, não
“Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade.
[...] Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros ‘uma profissão’, nem uma ‘carreira’. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis. Sou uma amadora?
O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.”
A síntese perfeita
“Sou tão misteriosa que não me entendo.”
A certeza do divino
“Através de meus graves erros — que um dia eu talvez os possa mencionar sem me vangloriar deles — é que cheguei a poder amar. Até esta glorificação: eu amo o Nada. A consciência de minha permanente queda me leva ao amor do Nada. E desta queda é que começo a fazer minha vida. Com pedras ruins levanto o horror, e com horror eu amo. Não sei o que fazer de mim, já nascida, senão isto: Tu, Deus, que eu amo como quem cai no nada.”Viver e escrever
“Quando comecei a escrever, que desejava eu atingir? Queria escrever alguma coisa que fosse tranqüila e sem modas, alguma coisa como a lembrança de um alto monumento que parece mais alto porque é lembrança. Mas queria, de passagem, ter realmente tocado no monumento. Sinceramente não sei o que simbolizava para mim a palavra monumento. E terminei escrevendo coisas inteiramente diferentes.”
“Não sei mais escrever, perdi o jeito. Mas já vi muita coisa no mundo. Uma delas, e não das menos dolorosas, é ter visto bocas se abrirem para dizer ou talvez apenas balbuciar, e simplesmente não conseguirem. Então eu quereria às vezes dizer o que elas não puderam falar. Não sei mais escrever, porém o fato literário tornou-se aos poucos tão desimportante para mim que não saber escrever talvez seja exatamente o que me salvará da literatura.
O que é que se tornou importante para mim? No entanto, o que quer que seja, é através da literatura que poderá talvez se manifestar.”
“Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida: quem sabe, também eu já poderia não escrever. Como é infinitamente mais ambicioso. É quase inalcançável”.
A importância da maternidade
“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”
Viver plenamente
“Eu disse a uma amiga:
“Eu disse a uma amiga:
— A vida sempre superexigiu de mim. disse:
Mas lembre-se de que você também superexige da vida.
Sim.”
Um vislumbre do fim
“Uma vez eu irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria. Meu corpo, esse serei obrigada a levar. Mas dir-lhe-ei antes: vem comigo, como única valise, segue-me como um cão. E irei à frente, sozinha, finalmente cega para os erros do mundo, até que talvez encontre no ar algum bólide que me rebente. Não é a violência que eu procuro, mas uma força ainda não classificada mas que nem por isso deixará de existir no mínimo silêncio que se locomove. Nesse instante há muito que o sangue já terá desaparecido. Não sei como explicar que, sem alma, sem espírito, e um corpo morto — serei ainda eu, horrivelmente esperta. Mas dois e dois são quatro e isso é o contrário de uma solução, é beco sem saída, puro problema enrodilhado em si. Para voltar de ‘dois e dois são quatro’ é preciso voltar, fingir saudade, encontrar o espírito entregue aos amigos, e dizer: como você engordou! Satisfeita até o gargalo pelos seres que mais amo. Estou morrendo meu espírito, sinto isso, sinto...”
Textos extraídos do livro Aprendendo a viver, Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Editora Rocco
Textos extraídos do livro Aprendendo a viver, Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Editora Rocco
A levitação de Clarice - Affonso Romano de Sant’Anna
Um dia Clarice liga dizendo que aceitou dar um depoimento no Museu da Imagem e do Som, mas fazia questão que Marina e eu fôssemos os entrevistadores. Eu a conheci em 1962 quando ela foi a Belo Horizonte lançar A maçã no escuro, na livraria Francisco Alves, e o gerente da livraria o professor Neif Safady convidou-me, eu ainda estudante de Letras, para fazer uma espécie de discurso de apresentação dela. Lembro-me da primeira visão que tive daquela linda e consistente mulher no hall do Hotel Normandy. Estranhamente, tinha só meia dúzia de pessoas no lançamento. Depois disto fomos jantar num restaurante chinês e me lembro de que Ivan Ângelo estava conosco. E como seguíssemos durante a sobremesa falando de A maçã no escuro o garçom nos interrompeu constrangido explicando que a maçã estava meio escura, mas não estava estragada.O convite para aquela entrevista no MIS, que ocorreu um ano antes de sua morte, era um pacto de amizade. Essa relação afetiva já havia sido demonstrada quando ela dedicou “A galinha Laura” a nossa filha Fabiana. Clarice sabia que nós não a ameaçávamos, antes a protegíamos. O que ela estava pedindo era abrigo e compreensão para se abrir. E foi tudo natural. Não quisemos fazer uma entrevista acadêmica, pedante, “inteligente”, mas criar um ambiente em que ela se sentisse à vontade. E ela estava particularmente feliz naquele dia, sorrindo várias vezes. Atendíamos ao pedido da amiga sem pensar que essa entrevista, hoje traduzida e amplamente divulgada, seria uma peça rara e fundamental ao entendimento de sua extraordinária obra.
Se eu tivesse um diário e paciência para anotar, quanta coisa, quanta conversa, piada e brincadeira teria salvo do oblívio. Mas posso me lembrar do interesse dela quando soube que tínhamos uma cartomante incrível lá no Méier. Tanto Clarice fez que a fomos buscar no seu apartamento uma manhã e a levamos à dona Nadir. Resultado: dona Nadir entrou para a história da literatura brasileira, virou Fernanda Montenegro, a cartomante de A hora da estrela. Clarice ficou freguesa de dona Nadir.
A meu convite ela foi várias vezes à PUC-RJ quando dirigi o Departamento de Letras e Artes. Tenho aqui as fotos dela assistindo a alguns dos desafiadores encontros nacionais de professores de literatura que organizamos nos anos 70. Lembro-me daquele em que Luiz Costa Lima e José Guilherme Merquior debatiam trocando hermetismos teóricos, quando Clarice, de repente, levantou-se e foi embora. Fiquei preocupado. Nélida a acompanhou. Telefonei-lhe depois. E ela: “Aquela discussão incompreensível foi me dando uma fome que cheguei em casa e comi um frango inteiro.”
Na PUC, quando lá dirigi o Departamento de Letras e organizei um curso de criação literária, Clarice foi e falou sobre sua obra. Imperdoável não se ter gravado seu depoimento. Era um clima tenso, especial. Os alunos, temerosos de perguntar, como se ela fosse sangrar a cada pergunta. E sangrava mesmo. Ou, então, ria, como ocorreu num curso sobre ela dado pelo prof. Amarylis Hill em que estavam todos tantalizados sem saber o que lhe dizer, e eu então, para quebrar o gelo, perguntei: “Clarice, você acha que 2 e 2 são 4?” (Naquele tempo cantava-se com Gal “tudo certo como 2 e 2 são cinco”, e era ditadura). Sorrindo, ela disse que aquilo lembrava a piada sobre qual era a diferença entre o neurótico e o psicótico. O psicótico, que já extrapolou a realidade, diz: 2 + 2 são 5. O neurótico diz 2+2 são 4, mas eu não agüento.
Já contei, Marina já contou, que um dia ela nos cobrou que não a convidávamos para jantar. Não o fazíamos por pudor. Mas tendo ela manifestado o desejo armamos um jantar onde ela escolheria todos os convidados. Até o horário era cedo, como ela queria. Fui buscá-la em sua casa. Pois ela chegou, viu aqueles amigos todos, mas daí a uns 15 minutos fez um pedido que era uma ordem: “Quero ir embora.” Levei-a de volta à sua solidão. E os amigos compreenderam.
Fui visitá-la em seus últimos dias naquele hospital da Lagoa. Olga Borelli que a acompanhava disse que ela não permitia que homens a visitassem ali, eu era exceção. Fiquei ao lado de seu leito tentando uma leveza impossível.
Otto Lara tinha razão. Com Clarice ocorre o fenômeno de possessão. Quem se aproxima de sua obra é devorado por ela. Quando dirigi a Biblioteca Nacional e minha ex-aluna Ester Schwarz pediu para reunir lá a Sociedade das Amigas de Clarice, concordei. Ali, umas 30 clariceanas. Quando minha chefe de gabinete passou por elas, sentiu que havia em suspensão algo estranho. Veio à minha mesa, e disse: “O que é aquilo? O clube do lexotan?”
Ela tinha captado o clima. Leitores de Clarice vivem em outra dimensão. E sou capaz de reconhecer uma leitora de Clarice a cinqüenta metros de distância, porque, como Clarice, ela não anda, vive em denso estado de levitação.
HOJE...
HOJE ME MOVO ATRAVÉS DO PENSAMENTO DE CLARICE LISPECTOR. DESCULPE-ME SE EXISTE ALGUEM QUE NÃO GOSTE DO MODO DE ESCREVER DE NOSSA SAUDOSA ESCRITORA CLARICE LISPECTOR,
ETERNAS SAUDADES DE SEU FÃ...
ETERNAS SAUDADES DE SEU FÃ...
PENSAMENTOS DE CLARICE LISPECTOR
Literatura e justiça“Desde que me conheço o fato social teve em mim importância maior do que qualquer outro: em Recife os mocambos foram a primeira verdade para mim. Muito antes de sentir "arte", senti a beleza profunda da luta. Mas é que tenho um modo simplório de me aproximar do fato social: eu queria era "fazer" alguma coisa, como se escrever não fosse fazer. O que não consigo é usar escrever para isso, por mais que a incapacidade me doa e me humilhe. O problema de justiça é em mim um sentimento tão óbvio e tão básico que não consigo me surpreender com ele – e, sem me surpreender, não consigo escrever. E também porque para mim escrever é procurar.”
carta a Clarice Lispector - Manuel Bandeira
Clarice querida,Muito obrigado pelo seu cartão-postal de Berna. Espero que vocês se tenham dado bem aí: que não lhes aconteça o mesmo que ao Ribeiro Couto, de quem acabo de receber uma carta melancólica – tão melancólica e desanimada que me espantou. Parece que o poeta anda abafado com as sombras do Jura. Até voltou a poetar no estilo adolescente do Jardim das confidências. Não me venha denegrir aquela viagem de ônibus para Copacabana. Você falou de si mesma e de literatura, mas fui eu que provoquei, porque me interessava conhecer o mecanismo de suas criações. Seu nome aparece freqüentemente nas críticas e crônicas literárias, citado a propósito de outros autores.
O mês passado tive que funcionar na Academia para fazer o discurso de saudação ao Peregrino Júnior. O imprudente falou durante uma hora e quarenta minutos, entregando-me um auditório sovado e sonolento. Mas o meu discurso foi uma brincadeira do princípio ao fim. A propósito dos trabalhos de biotipologia do Peregrino lancei em plena Academia a Nova – Gnomonia com seus parás, mozarlescos, quernianos, onésimos e dantas. Zombei do fardão e do lema “Ad immortalitatem”, com tanto jeito que fui depois sorridentemente felicitado até pelos acadêmicos mais enfatuados da glória acadêmica. Escreva-me Clarice. Escreva carta. Um cartãozinho seu já é uma delícia. Mas eu quero a delícia maior das cartas. E fale de você. Fale muito de você. Nunca tenha medo de falar de você para mim.
Receba um abraço e as saudades de
Manuel
Ler Clarice é...- Teresa Monteiro

Ler Clarice é viver em permanente estado de paixão.
Ler Clarice exige uma mudança de postura do leitor no modo pelo qual ele se aproxima do texto. É que o texto de Clarice pede uma escuta atenta, uma entrega de quem o lê. Clarice fala de coisas presentes no nosso dia-a-dia, o modo pelo qual reagimos aos acontecimentos mais banais, como andar na rua, olhar-se ao espelho ou conversar com um amigo. Ela nos mostra, também, outras coisas vivenciadas interiormente, aqueles momentos sem palavras dos quais só o nosso coração testemunha. Clarice escreve textos como quem vai desvelando a realidade, sondando os gestos, os olhares; tudo tão sutilmente que quando o leitor se dá conta vê-se diante de um instante mágico, especial, ao reconhecer a sua vida, a si mesmo, através daquelas palavras.
Ler Clarice é uma oportunidade de mudar o seu olhar diante do universo. É estar disponível para se aventurar no seu interior de forma irracional, sem censuras. Deixar-se levar pela imaginação, pela intuição e usá-las como forma de conhecimento.
Ao publicar A paixão segundo G.H., Clarice escreveu uma pequena nota introdutória onde pedia que este livro só fosse lido por pessoas de alma já formada. Isso mostra até que ponto pode-se absorver o que o seu texto diz. Ao ler Clarice deve-se estar disposto a aceitar o não entendimento de determinados processos da vida. Clarice dizia: “Suponho que entender não seja uma questão de inteligência, mas uma questão de sentir, de entrar em contato.” Isso faz parte do caminho aberto pelo seu texto. Cada leitor contém a sua bagagem particular de experiências, sensações, acionadas no momento da leitura; Clarice sabe disso e valoriza estas particularidades. Seu texto é um convite permanente ao "viver ultrapassa todo o entendimento" (palavras de Clarice).
Clarice escreveu crônicas, contos, romances, livros infantis, reportagens, páginas femininas, uma peça teatral, enfim, exercitou-se em diferentes registros de textos, mas imprimiu sua marca em todos eles: o texto interroga, faz o natural parecer sobrenatural, imprime um sentido ainda desconhecido por nós.
Viver essa experiência de ser leitor de Clarice é uma aventura no que ela tem de imprevisível, surpreendente, perigoso, ao mesmo tempo é um presente porque quando se está lendo Clarice você se sente especial dentro deste universo criado por ela. Especial porque você consegue se reconhecer como um ser humano cheio de limitações, sujeito às adversidades da vida, ao fracasso, às crises, mas também capaz de trilhar um caminho repleto de descobertas, de sustos, de grandes alegrias, de momentos de êxtase, vertigens, delírios.
Ler Clarice é a possibilidade de viver intensamente o que se é.
Ler Clarice é uma oportunidade de mudar o seu olhar diante do universo. É estar disponível para se aventurar no seu interior de forma irracional, sem censuras. Deixar-se levar pela imaginação, pela intuição e usá-las como forma de conhecimento.
Ao publicar A paixão segundo G.H., Clarice escreveu uma pequena nota introdutória onde pedia que este livro só fosse lido por pessoas de alma já formada. Isso mostra até que ponto pode-se absorver o que o seu texto diz. Ao ler Clarice deve-se estar disposto a aceitar o não entendimento de determinados processos da vida. Clarice dizia: “Suponho que entender não seja uma questão de inteligência, mas uma questão de sentir, de entrar em contato.” Isso faz parte do caminho aberto pelo seu texto. Cada leitor contém a sua bagagem particular de experiências, sensações, acionadas no momento da leitura; Clarice sabe disso e valoriza estas particularidades. Seu texto é um convite permanente ao "viver ultrapassa todo o entendimento" (palavras de Clarice).
Clarice escreveu crônicas, contos, romances, livros infantis, reportagens, páginas femininas, uma peça teatral, enfim, exercitou-se em diferentes registros de textos, mas imprimiu sua marca em todos eles: o texto interroga, faz o natural parecer sobrenatural, imprime um sentido ainda desconhecido por nós.
Viver essa experiência de ser leitor de Clarice é uma aventura no que ela tem de imprevisível, surpreendente, perigoso, ao mesmo tempo é um presente porque quando se está lendo Clarice você se sente especial dentro deste universo criado por ela. Especial porque você consegue se reconhecer como um ser humano cheio de limitações, sujeito às adversidades da vida, ao fracasso, às crises, mas também capaz de trilhar um caminho repleto de descobertas, de sustos, de grandes alegrias, de momentos de êxtase, vertigens, delírios.
Ler Clarice é a possibilidade de viver intensamente o que se é.
Clarice Lispector cronista -Teresa Monteiro
Clarice Lispector tinha o dom de transfigurar o cotidiano através das palavras e generosamente partilhava as suas visões com os leitores. Em suas crônicas discorre sobre amor, amizade, infância, morte, literatura, viagens, maternidade, vida doméstica. O leitor é levado muitas vezes a experimentar as mesmas sensações da cronista, esta lhe propõe um jogo onde não há limites para as descobertas, sempre intensas e renovadoras. Suas observações do cotidiano são envolvidas por um clima mágico e poético. As palavras de uma amiga, a morte de uma baleia, o cansaço de tudo, os prazeres de uma vida normal; tudo faz parte da perigosa aventura de viver. O que significa receber um presente? Se desse a loucura da franqueza, que diriam as pessoas às outras? Clarice toma conta do mundo. Nada escapa ao seu olhar atento. A cozinheira feliz, os segredos de um motorista de táxi, o homem na Lua. Nas crônicas ela passa a sua vida a limpo, particularmente nos textos autobiográficos sobre a infância em Recife. Paradoxalmente, lado a lado com o desejo de defender a própria intimidade, há em Clarice o desejo intenso de se confessar em público: “O desejo de enfim dizer o que nós todos sabemos e, no entanto, mantemos em segredo como se fosse proibido dizer às crianças que Papai Noel não existe, embora sabendo que elas já sabem que não existe.” “O JB está me tornando popular”, constata Clarice. A coluna semanal no Jornal do Brasil, onde suas crônicas foram publicadas entre agosto de 1967 e dezembro de 1973, foi determinante para ampliar o público da romancista; nesta também publicava trechos de livros em gestação na época como Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres e Água viva, além de contos e textos curtos de A legião estrangeira, já editado em 1964. A partir desta experiência, Clarice passou a publicar suas crônicas nos jornais Correio do Povo e Última Hora. Quando se indagou, certa vez, sobre o que significava escrever para jornal e escrever livro dizia valorizar mais o que escrevia nos livros, pois tinha medo de ao escrever muito corromper a palavra, o que não a impediu de escrever com gosto para o leitor de jornal e sem deixar de amá-lo. Em sua coluna no JB há vários momentos onde se percebe como seu coração foi permanentemente aquecido pelo carinho dos que se manifestavam através das cartas, telefonemas e presentes. Ana Luísa deu-lhe um polvo; Maria, chorando ao telefone, disse-lhe: “por que você escreveu dizendo que não ia mais escrever romances?” Outra leitora pediu-lhe que não deixasse a sua coluna sob o pretexto de que pretendia defender a sua intimidade. E havia quem lhe telefonasse para dizer: “Quero que você seja feliz.” E Clarice revelava que era uma cronista feliz. “Escrevi nove livros que fizeram muitas pessoas me amar de longe. Mas ser cronista tem um mistério que não entendo: é que os cronistas do Rio são muito amados. E escrever a espécie de crônica aos sábados tem me trazido mais amor ainda.”“Sinto-me perto de quem me lê. O contato com o outro ser através da palavra escrita é uma glória.”A necessidade de estabelecer uma forma de comunicação com o mundo a movia em direção à palavra. “Escrever é um divinizador do ser humano.” Nas crônicas, Clarice dizia aos leitores o quanto amava quem tinha paciência de esperar por ela, por sua voz através da palavra escrita. Escrever também era uma maneira de se doar aos outros, de propiciar o contato com a própria tessitura do viver. Ao ser indagada por que escrevia, respondeu: “E eu sei? Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar, de um modo ou de outro, não é?” É isto que as crônicas do JB,eternizadas no livro A descoberta do mundo há 25 anos, têm propiciado aos seus leitores.Teresa Montero é doutora em Letras pela PUC-Rio
Réquiem para Clarice - Tristão de Athayde
Quando, em 1944, uma jovem desconhecida, de 17 anos, levou à nossa editora Agir, pouco antes fundada, seu romance inédito, que as grandes editoras se recusavam a publicar, pedi-lhe para lê-lo. Lido, não hesitei. Tinha em meus ouvidos, pela voz interior do livro, e em meus olhos, pela leitura, uma presença diferente. Não apenas uma presença feminina, mas uma expressão humana inteiramente nova, entre os nossos melhores escritores. Era o modernismo remodernizado. Uma nova fase da Revolução de 1922, que dois anos mais tarde, em 1946, Guimarães Rosa ia genialmente confirmar. Era um risco editorial publicar um romance feminino, aparentemente esotérico, como iriam ser mais tarde os de Nélida Piñon, de uma jovem ucrano-brasílica, totalmente desconhecida. Corremos, porém, o risco calculado. O resultado confirmou nossa previsão. Foi um completo fracasso editorial esse Perto do coração selvagem, de Clarice LispectorTrinta e três anos se passaram. Nesse chuvoso e melancólico dezembro de 77, a menina dos 17 anos, depois de uma ascensão penosa, cada vez mais gloriosa, partiu para sempre, antecipadamente cercada por uma auréola, que superou toda efêmera glória literária. Pois conseguiu juntar a mais cristalina pureza estética, de uma longa obra de poesia em prosa, a uma vida tragicamente marcada por um sentido transcendental dos mais amargos sofrimentos. Marcada pela solidão. Marcada pela perda do grande amor de sua vida. Marcada pela luta constante contra a quase miséria material. Marcadas pelas mãos maceradas pelo fogo em defesa da vida de um filho. E pela sombra da insanidade rondando a vida do outro. Como se conjugaram em torno dessa cabeça genial, cujos erres ucranianos ainda ressoam aos meus ouvidos, todo um bando de pássaros negros. Contra essa conjuração do destino, aparentemente, irremediável só havia uma defesa, a confissão literária, no mais puro sentido da palavra. A expressão totalmente oposta ao sentido pejorativo daquele estranho desabafo verlaineano, tout le reste est littérature. Se houve jamais em nossas letras um protesto formal contra esse conceito residual de literatura e uma afirmação de que toda arte verdadeira, longe de ser o que sobra é o que fica da realidade, esse documento poderá ser a obra de Clarice Lispector. Como foi a de Cruz e Souza. Os malditos da sorte, quando nascidos com a pinta do gênio, é pelo poder de sua criação estética que sobrevivem a todas as ondas da desmemoria.
Clarice foi, evidentemente, uma escritora para os happy few, mas será provavelmente, como veio sendo ao longo de seus sucessivos contos e romances (de um subconsciente superlativamente dotado de uma revelação gradativa dos entretons mais sutis do nosso pensamento e de nossas imagens), até mesmo para a happyless croud. Pois é nessa rara composição de extremos, que sua obra definidamente singular se aproxima paradoxalmente desse outro gênio que, dois anos depois de sua estréia, iria marcar também uma fase nova de nossas letras modernas. Refiro-me à fraternidade estética entre esses dois grandes solitários e renovadores estilísticos, Guimarães Rosa e Clarice Lispector. Entre outros aspectos de seus estilos, aparentemente esotéricos, possuem em comum esse conjunto paradoxal de um elitismo particularista de expressão e de temáticas opostas, inserido em uma matéria essencialmente universal e mística. Guimarães Rosa como voz telúrica do Brasil sertanejo e vegetativo, expresso pelo mais requintado dos manejadores de uma linguagem recriada em língua, segundo a distinção de Sausurre, tão bem formulada e aplicada em um admirável artigo de Gerardo Mello Mourão. Clarice Lispector por sua vez, ao lado e em face de Guimarães Rosa nessa década renovadora de 40, como voz oceânica do Brasil praieiro, voltado para “o mundo, vasto mundo”, inclusive o eslavo, expressa nos dois teclados coexistentes do subconsciente e do supraconsciente. Tanto uma obra como outra profundamente unidas pelo laço desse subconsciente, que liga todos os homens de todas as nacionalidades, de todas as religiões, de todas as raças (antes do pensamento lógico e muito antes do pensamento gráfico), assim como por esse supraconsciente da presença invisível de Deus, que não se expressa pela invocação de seu Nome, mas naquilo que é o sinal mais seguro de sua realidade transcendente e imanente, o silêncio.
Toda a obra de Clarice Lispector é fruto desse conúbio constante do pré-lógico com o metalógico. O que está por baixo e antes da consciência, com o que está depois e acima dela. Seu estilo foi e continuará a ser a expressão pura de sua pessoa. Sem ter a mínima intenção de fazer surrealismo, de criar uma nova forma ou mesmo escola literária como fez André Breton. Clarice foi surrealista e supra-realista sem querer
No sentido total de uma expressão literária, que liga o que está antes da voz e da palavra expressa, isto é, no fluxo do monólogo interior pré-verbal, com a presença superior do deus invisível, sempre presença na vida como na obra dessa alma trágica de mulher, que representou tão bem em nossa vida intelectual, essa realidade perturbadora do Eterno Feminino goetheano. Fusão absolutamente espontânea, que não pode ser logicamente expressa, por viver em nossa sombra interior, antes mesmo de ser eliminada pelo mistério da graça divina. Essa fusão espontânea de luz e de treva será, porventura, o segredo dessa mulher fatídica e do tipo profético de sua genealogia judaica.
No seu último livro, em dedicatória escrita um mês antes de morrer e que recebi, no próprio escritório de seu último editor, José Olympio, essa mulher atormentada terminava suas palavras de afeto, ao seu primeiro editor, com essa sentença literal que tudo explica: “Eu sei que Deus existe.” Sua trágica solidão teve também um Companheiro.
Tristão de Athaíde era o pseudônimo de Alceu de Amoroso Lima (1893-1983), editor, escritor, cronista e crítico literário. Membro da Academia Brasileira de Letras, Athaíde foi o pensador católico mais influente no Brasil na segunda metade do século XX, destacando-se na luta contra a censura e a favor da liberdade de imprensa durante o período militar pós-1964.
Tristão de Athaíde era o pseudônimo de Alceu de Amoroso Lima (1893-1983), editor, escritor, cronista e crítico literário. Membro da Academia Brasileira de Letras, Athaíde foi o pensador católico mais influente no Brasil na segunda metade do século XX, destacando-se na luta contra a censura e a favor da liberdade de imprensa durante o período militar pós-1964.
Paulo Coelho - A Segunda Chance

A segunda chance
As Sibilas, feiticeiras capazes de prever o futuro, viviam na antiga Roma. Um belo dia, uma delas apareceu no palácio do imperador Tibério com nove livros; disse que ali estava o futuro do Império, e pediu dez talentos de ouro pelos textos. Tibério achou caríssimo e não quis comprar.
A sibila saiu, queimou três livros, e voltou com os seis restantes. "São dez talentos de ouro", disse. Tibério riu, e mandou-a embora; como tinha coragem de vender seis livros pelo mesmo preço de nove?
A sibila queimou mais três livros e voltou para Tibério com os únicos três volumes que restavam: " custam os mesmos dez talentos de ouro". Intrigado, Tibério terminou comprando os três volumes, e só pode ler uma pequena parte do futuro.
Estava contando esta história para Monica, minha agente e amiga, enquanto viajávamos de carro para Portugal. Quando terminei, me dei conta que estávamos passando por Ciudad Rodrigo, na fronteira com a Espanha. Ali, quatro anos antes, um livro me havia sido oferecido, e eu não comprei.
Na primeira viagem de divulgação de meus livros na Europa, resolvera almoçar naquela cidade. Depois, fui visitar a catedral, e encontrei um padre. "Veja como o sol da tarde faz tudo mais bonito aqui dentro", disse ele. Gostei do comentário, conversamos um pouco, e ele me guiou pelos altares, claustros, jardins interiores do templo. No final, ofereceu-me um livro que havia escrito sobre a igreja; mas eu não quis comprar. Quando saí, senti-me culpado; sou escritor, e estava na Europa tentando vender meu trabalho - por que não comprar o livro do padre, por solidariedade? Mas esqueci o episódio, até aquele momento.
Parei o carro; não fora por acaso que eu me lembrara da história dos livros sibilinos. Nos encaminhamos para a praça em frente à igreja, onde uma mulher olhava o céu.
- Boa tarde. - Vim aqui encontrar um padre que escreveu um livro sobre esta igreja.
- O padre, que se chamava Stanislau, morreu faz um ano - respondeu ela.
Senti uma imensa tristeza. Por que eu não tinha dado ao padre Stanislau a mesma alegria que eu sentia quando via alguém com um dos meus livros?
- Foi um dos homens mais bondosos que conheci – continuou a mulher.- Vinha de uma família humilde, mas chegou a tornar-se um especialista em arqueologia; ajudou a conseguir para meu filho uma bolsa no colégio.
Contei a ela o que fazia ali.
- Não se culpe à toa, meu filho - disse. –Vá visitar de novo a catedral.
Achei que era um sinal, e fiz o que ela mandava. Havia apenas um padre num confessionário, esperando os fiéis que não vinham. Pediu que me ajoelhasse, mas disse que estava ali apenas comprar um livro sobre esta igreja, escrito por um homem chamado Stanislau.
Os olhos do padre brilharam. Ele saiu do confessionário e voltou minutos depois com um exemplar.
- Que alegria você ter vindo só por isso! - disse. - Sou irmão do padre Stanislau, e isto me enche de orgulho! Ele deve estar no céu, contente por ver que seu trabalho tem importância!
Paguei o livro, agradeci, ele me abraçou. Quando eu já ia saindo, escutei sua voz.
- Veja como o sol da tarde faz tudo mais bonito aqui dentro! - disse.
Eram as mesmas palavras que o padre Stanislau me dissera quatro anos antes. Sempre há uma segunda chance na vida.
PAULO COELHO
Da corrida
Um dos discípulos de Shuan era conhecido por sua dedicação nas aulas de filosofia. Ficava horas em meditação, refletia sem parar sobre os pensadores antigos, e anotava todos os ensinamentos de Shuan.
Depois de algum tempo, o discípulo começou a ter problemas de saúde.
“Mesmo doente, continuarei vindo às aulas”, disse ele. “Estou atrás da sabedoria, e não há tempo a perder”.
E Shuan replicou: “como você sabe que a iluminação está na sua frente, e é preciso correr atrás dela? Talvez ela esteja correndo atrás de você, louca para alcançá-lo, e você não deixa. Muitas vezes, relaxar e deixar que o Universo se manifeste, é a única maneira de atingir a sabedoria”.
Da consciência
Um dervixe embarcou num navio. Sua presença foi notada pelos demais passageiros, que vinham pedir conselhos sobre tudo. Ele escutava a todos com paciência, mas sempre dizia a mesma coisa: “tenham consciência da morte. Isto fará com que vivam mais intensamente cada dia”.
Os passageiros rapidamente se cansaram do sábio. No meio da viagem, uma tempestade quase afundou o barco; foram horas e horas de desespero - exceto pelo dervixe, que permanecia calmo. Quando o mar sossegou, alguém comentou com ele: “será que o senhor não reparou que, entre a vida e a morte, existia apenas uma casca de madeira nos defendendo?”
“Sim”, respondeu o dervixe. “E será que você não reparou que, na vida diária, existe menos do que isso para nos defender da morte?”
Do asilo
Um conto de ficção científica nos fala de uma sociedade onde quase todos nasciam prontos para uma tarefa; técnicos, engenheiros, ou mecânicos.
Uns poucos nasciam sem qualquer habilidade; estes eram enviados para um asilo de loucos - já que apenas os loucos eram incapazes de dar alguma contribuição à sociedade.
Um dos loucos se rebela. O asilo tem uma biblioteca, e ele tenta aprender tudo que pode sobre ciência e arte. Quando acredita que já sabe o suficiente, decide fugir, mas é capturado e levado para um centro de estudos fora da cidade.
“Seja bem-vindo”, diz um dos encarregados do centro. “São justamente aqueles que são forçados a descobrir seu próprio caminho que nós admiramos mais. Pode fazer o que quiser a partir de agora, pois é graças a pessoas como você que o mundo consegue avançar”.
Frases do cyberespaço
Pense no seu passado, e você saberá seu futuro.Provérbio Chinês
Tem gente que adora a prisão, só para poder sonhar com a liberdade.John Popper
O medo transforma em estranhos pessoas que sempre foram amigas.Anônimo
Das expressões
L. Barbosa conta uma curiosa história sobre quatro pessoas: “Todo Mundo”, “Alguém”, “Qualquer Um”, e “Ninguém”.
Havia um importante trabalho a ser feito, mas “Todo Mundo” tinha certeza que “Alguém” o faria.
“Qualquer Um” podia tê-lo feito, mas “Ninguém” o fez.
“Alguém” zangou-se, porque achava que era um trabalho para “Todo Mundo”.
“Todo Mundo” pensou que “Qualquer Um” podia resolver o assunto, mas “Ninguém” imaginou que “Todo Mundo” deixasse de fazê-lo.
No final, “Todo Mundo” culpou “Alguém”, quando “Ninguém” fez o trabalho que “Qualquer Um” podia ter feito.
Da presença
Um amigo meu conta que, quando criança, seu filho costumava ir todos os dias a igreja do colégio, e dizer para a imagem de Cristo: “eu estou aqui, Jesus”.
Quando o rapaz completou 19 anos, meu amigo lhe deu um carro. Dois dias depois, vinha a notícia: seu filho estava internado na UTI, por causa de um acidente.
Meu amigo passou dias e noites de desespero no hospital. Seu filho esteve entre a vida e a morte, mas acabou se recuperando. Assim que pode falar, contou para seu pai: “Lembra do que eu dizia na igreja, quando era criança? Pois bem: durante os três primeiros dias na UTI, eu sentia a presença de Jesus, e o escutava dizer: “Eu estou aqui, Eduardo””.
Um dos discípulos de Shuan era conhecido por sua dedicação nas aulas de filosofia. Ficava horas em meditação, refletia sem parar sobre os pensadores antigos, e anotava todos os ensinamentos de Shuan.
Depois de algum tempo, o discípulo começou a ter problemas de saúde.
“Mesmo doente, continuarei vindo às aulas”, disse ele. “Estou atrás da sabedoria, e não há tempo a perder”.
E Shuan replicou: “como você sabe que a iluminação está na sua frente, e é preciso correr atrás dela? Talvez ela esteja correndo atrás de você, louca para alcançá-lo, e você não deixa. Muitas vezes, relaxar e deixar que o Universo se manifeste, é a única maneira de atingir a sabedoria”.
Da consciência
Um dervixe embarcou num navio. Sua presença foi notada pelos demais passageiros, que vinham pedir conselhos sobre tudo. Ele escutava a todos com paciência, mas sempre dizia a mesma coisa: “tenham consciência da morte. Isto fará com que vivam mais intensamente cada dia”.
Os passageiros rapidamente se cansaram do sábio. No meio da viagem, uma tempestade quase afundou o barco; foram horas e horas de desespero - exceto pelo dervixe, que permanecia calmo. Quando o mar sossegou, alguém comentou com ele: “será que o senhor não reparou que, entre a vida e a morte, existia apenas uma casca de madeira nos defendendo?”
“Sim”, respondeu o dervixe. “E será que você não reparou que, na vida diária, existe menos do que isso para nos defender da morte?”
Do asilo
Um conto de ficção científica nos fala de uma sociedade onde quase todos nasciam prontos para uma tarefa; técnicos, engenheiros, ou mecânicos.
Uns poucos nasciam sem qualquer habilidade; estes eram enviados para um asilo de loucos - já que apenas os loucos eram incapazes de dar alguma contribuição à sociedade.
Um dos loucos se rebela. O asilo tem uma biblioteca, e ele tenta aprender tudo que pode sobre ciência e arte. Quando acredita que já sabe o suficiente, decide fugir, mas é capturado e levado para um centro de estudos fora da cidade.
“Seja bem-vindo”, diz um dos encarregados do centro. “São justamente aqueles que são forçados a descobrir seu próprio caminho que nós admiramos mais. Pode fazer o que quiser a partir de agora, pois é graças a pessoas como você que o mundo consegue avançar”.
Frases do cyberespaço
Pense no seu passado, e você saberá seu futuro.Provérbio Chinês
Tem gente que adora a prisão, só para poder sonhar com a liberdade.John Popper
O medo transforma em estranhos pessoas que sempre foram amigas.Anônimo
Das expressões
L. Barbosa conta uma curiosa história sobre quatro pessoas: “Todo Mundo”, “Alguém”, “Qualquer Um”, e “Ninguém”.
Havia um importante trabalho a ser feito, mas “Todo Mundo” tinha certeza que “Alguém” o faria.
“Qualquer Um” podia tê-lo feito, mas “Ninguém” o fez.
“Alguém” zangou-se, porque achava que era um trabalho para “Todo Mundo”.
“Todo Mundo” pensou que “Qualquer Um” podia resolver o assunto, mas “Ninguém” imaginou que “Todo Mundo” deixasse de fazê-lo.
No final, “Todo Mundo” culpou “Alguém”, quando “Ninguém” fez o trabalho que “Qualquer Um” podia ter feito.
Da presença
Um amigo meu conta que, quando criança, seu filho costumava ir todos os dias a igreja do colégio, e dizer para a imagem de Cristo: “eu estou aqui, Jesus”.
Quando o rapaz completou 19 anos, meu amigo lhe deu um carro. Dois dias depois, vinha a notícia: seu filho estava internado na UTI, por causa de um acidente.
Meu amigo passou dias e noites de desespero no hospital. Seu filho esteve entre a vida e a morte, mas acabou se recuperando. Assim que pode falar, contou para seu pai: “Lembra do que eu dizia na igreja, quando era criança? Pois bem: durante os três primeiros dias na UTI, eu sentia a presença de Jesus, e o escutava dizer: “Eu estou aqui, Eduardo””.
Assinar:
Postagens (Atom)










