quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

AS MIHAS ILUSÕES


As Minhas Ilusões
Hora sagrada dum entardecer
De Outono, à beira-mar, cor de safira,
Soa no ar uma invisível lira…
O sol é um doente a enlanguescer…
A vaga estende os braços a suster,
Numa dor de revolta cheia de ira,
A doirada cabeça que deliraNum último suspiro, a estremecer!
O sol morreu…e veste luto o mar…E eu vejo a urna de oiro, a balouçar,À flor das ondas, num lençol de espuma.
As minhas Ilusões, doce tesoiro,Também as vi levar em uma urna de oiro,No mar da Vida, assim…uma por uma…

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